segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Revisão (por Roberto Santos)


Olá! Farei um resumão para que todos nós possamos estudar para a prova da semana que vem. Espero que as informações estejam de acordo, e peço a gentileza de que se houver alguma informações errada, que a mesma seja corrigida e compartilhada. Grato!


Roberto Santos

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Vamos começar por uma breve história da Arpanet e Minitel.

A ARPANET ou ARPANet foi, pode-se dizer, a "mãe" da
Internet. Desenvolvida pela agência Americana ARPA (Advanced Research and Projects Agency - Agência de Pesquisas em Projetos Avançados) em 1969, tinha o objetivo de interligar as bases militares e os departamentos de pesquisa do governo americano. Esta rede teve o seu berço dentro do Pentágono e foi batizada com o nome de ARPANET ou ARPANet.

A ARPANet foi totalmente financiada pelo governo Norte-Americano, durante o período que ficou conhecido como
Guerra Fria, período este caracterizado pelo embate ideológico entre a extinta União Soviética (URSS) e os EUA. Temendo um ataque por parte dos seus opositores, os americanos tinham como objetivo desenvolver uma rede de comunicação que não os deixasse vulneráveis, caso houvesse algum ataque soviético ao Pentágono.

Usando um
Backbone que passava por baixo da terra, a ARPANet ligava os militares e os investigadores sem ter um centro definido ou mesmo uma rota única para as informações, tornando-se quase indestrutível.

No início da decada de 70, universidades e outras instituições que faziam trabalhos relacionados com a defesa, tiveram permissão para se conectarem à ARPANet e em meados de
1975 existiam aproximadamente 100 sites. Pesquisadores que trabalhavam na ARPANet estudaram como o crescimento da rede alterou o modo como as pessoas a utilizavam.

No final dos anos 70, a ARPANet tinha crescido tanto que o seu protocolo de comutação de pacotes original, chamado
Network Control Protocol (NCP), tornou-se inadequado. Foi então que a ARPANet começou a usar um novo protocolo chamado TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol).

ARPANet divide-se e origina a
MILNET -- para assuntos militares -- e o restante da rede torna-se pública e tem seu nome alterado para Internet.

Atualmente, há mais de 400 milhões de computadores permanentemente ligados à Internet, para além de muitos sistemas portáteis, desktops e de servidores que se ligam de forma contínua.

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Qual o conceito de Internet?

A Internet (com I maiúsculo) é um imenso sistema de redes gateways e de
computadores permanentemente interligados entre si a nível mundial e que funcionam como emissores e receptores de informação, utilizando para isso um conjunto de protocolos de comunicação denominados TCP/IP
. A Internet permite interligar sistemas informáticos de todo o mundo, possibilitando a comunicação e a troca de informação de uma forma fácil e rápida. Os meios para efetuar essas ligações são diversos, e incluem rádio, linhas telefônicas, linhas digitais, satélite, ISDN, fibra-ótica, etc.

No centro da Internet existe um
backbone de linhas de comunicação de dados entre nós principais ou computadores host, composto por milhares de sistemas de computadores - um ou mais desses nós da Internet ou sistemas de computadores podem parar de funcionar sem que isso impeça a Internet de funcionar como um todo, porque ela não é controlada por nenhum computador
ou rede individual.


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O caráter da informação abrange a informação e a linguagem.

Linguagem é qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados, sonoros, gráficos, gestuais etc., podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: linguagem visual, corporal, gestual, etc., ou, ainda, outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos. Os elementos constitutivos da linguagem são, pois, gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, usados para representar conceitos, ideias, significados e pensamentos. Embora os animais também comuniquem, a linguagem verbal pertence apenas ao Homem.

Linguagem é um sistema aberto de comunicação.

Informação é o resultado do processamento, manipulação e organização de dados, de tal forma que represente uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do sistema (pessoa, animal ou máquina) que a recebe.

Informação enquanto conceito, carrega uma diversidade de significados, do uso cotidiano ao técnico. Genericamente, o conceito de informação está intimamente ligado às noções de
restrição, comunicação, controle, dados, forma, instrução, conhecimento, significado, estímulo, padrão, percepção e representação de conhecimento.

É comum nos dias de hoje ouvir-se falar sobre a
Era da Informação, o advento da "Era do Conhecimento" ou sociedade do conhecimento. Como a sociedade da informação, a tecnologia da informação, a ciência da informação e a ciência da computação em informática são assuntos e ciências recorrentes na atualidade, a palavra "informação" é frequentemente utilizada sem muita consideração pelos vários significados que adquiriu ao longo do tempo.

Informação é um sistema fechado de comuunicação.

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A Teoria da informação ou Teoria matemática da comunicação é um ramo da teoria da probabilidade e da matemática estatística que lida com sistemas de comunicação, transmissão de dados, criptografia, codificação, teoria do ruído, correção de erros, compressão de dados, etc. Ela não deve ser confundida com tecnologia da informação e biblioteconomia.


Claude E. Shannon (1916-2001) é conhecido como "o pai da teoria da informação". Sua teoria foi a primeira a considerar comunicação como um problema matemático rigorosamente embasado na estatística e deu aos engenheiros da comunicação um modo de determinar a capacidade de um canal de comunicação em termos de ocorrência de bits. A teoria não se preocupa com a semântica dos dados, mas pode envolver aspectos relacionados com a perda de informação na compressão e na transmissão de mensagens com ruído no canal. 

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Convergência pode ser definida como a disponibilidade para trafegar com segurança, eficiência e garantia, aplicações de voz, vídeo e dados sobre uma única rede, cabeada ou wireless. O conceito fim é montar uma rede somente e fazer com que as aplicações a utilizem para prover eficientemente seus serviços para os usuários. Em outras palavras, convergir é centralizar várias coisas em um único lugar. As novas mídias tendem a concentrar vários serviços em uma única plataforma.

A Internet é um exemplo de convergência com sua multiplicidade midiática. Os aparelhos de celulares, com suas infinitas funções. Até mesmo os televisores mais modernos, que acessam internet e possuem leitores para acessar dados externos.

Há dois tipos de convergência: a composição que forma a unidade / a harmonia dos elementos e a justaposição que distingue os elementos mesmo quando estão juntos.

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Nas últimas aulas foram discutidas as questões dos sistemas técnicos e psicotécnicos: onde o primeiro se relaciona ao agenciamento,  ao funcional, o produto, o racional;  enquanto o segundo foca no consumo, no desejo, na subjetividade, naquilo que é hedônico. 
 
Discutiu-se também a diferença  entre sociedade de controle e sociedade disciplinar.
 
Como todos já dissertaram sobre o assunto, eu fiz uma pesquisa para aprofundar o assunto e achei dois textos interessantes. Segue um abaixo e o link do outro, por ser deveras denso. 
 
Texto 1  (original - Português de Portugal)
A chamada sociedade de controle é um passo à frente da sociedade disciplinar. Não que esta tenha deixado de existir, mas foi expandida para o campo social de produção. Segundo Foucault, a disciplina é interiorizada. Esta é exercida fundamentalmente por três meios globais absolutos: o medo, o julgamento e a destruição. Logo, com o colapso das antigas instituições imperialistas, os dispositivos disciplinares tornaram-se menos limitados. As instituições sociais modernas produzem indivíduos sociais muito mais moveis e flexíveis que antes. Essa transição para a sociedade de controle envolve uma subjectividade que não está fixada na individualidade. O indivíduo não pertence a nenhuma identidade e pertence a todas. Mesmo fora do seu local de trabalho, continua a ser intensamente governado pela lógica disciplinar.

A forma cíclica e o recomeço contínuo das sociedades disciplinares modernas dão lugar à modulação das sociedades de controle contemporâneas nas quais nunca se termina nada mas exige-se do homem uma formação permanente.

Enquanto a sociedade disciplinar se constitui de poderes transversais que se dissimulam através das instituições modernas e de estratégias de disciplina e confinamento, a sociedade de controle é caracterizada pela invisibilidade e pelo nomandismo que se expande junto às redes de informação.

Se nas sociedades disciplinares o modelo Panóptico é dominante, implica o observador estar de corpo presente e em tempo real a observar-nos e a vigiar-nos. Nas sociedades de controle esta vigilância torna-se rarefeita e virtual. As sociedades disciplinares são essencialmente arquitecturais: a casa da família, o prédio da escola, o edifício do quartel, o edifício da fábrica. Por sua vez, as sociedades de controle apontam uma espécie de anti-arquitectura. A ausência da casa, do prédio, do edifício é fruto de um processo em que se caminha para um mundo virtual.

É importante perceber que na sociedade de controle, o aspecto disciplinar não desaparece, apenas muda a actuação das instituições. Os dispositivos de poder que ficam circunscritos aos espaços fechados dessas instituições passam a adquirir total fluidez, o que lhes permite actuar em todas as esferas sociais. Entre os princípios norteadores desta dinâmica, destaca-se a abolição do confinamento enquanto técnica principal.

As técnicas disciplinares originadas a partir do séc. XVIII destinavam-se a garantir que os indivíduos por meio dos seus corpos fossem submetidos a um conjunto de dispositivos de poder e de saber, baseados na vigilância permanente, na normalização dos seus comportamentos e na exposição a exames. Como forma de se produzir verdades sobre eles mesmos, essas práticas tinham como objectivo a extracção máxima das potencialidades e, portanto, as instituições como escolas, fábricas, hospitais entre outros cumpriam um papel fundamental na implementação desses mecanismos, com o objectivo de tornar os indivíduos dóceis.
 
Texto 2:  CLIQUE AQUI




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